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"Santa catarina"
(...) Porém nem todos, têm destinos semeadores E a primavera, a bem poucos acalanta Quem nada faz, muitas vezes colhe as rosas Deixando apenas, os espinhos pra quem planta
(Quem planta terra, cala a voz perante o forte Ergue muralhas de riquezas e vaidades Se faz a hora de erguermos vozes tantas Pois se levanta uma nova realidade)
Vamos dar as mãos nesta nova ciranda Forjando junto um porvir bem mais risonho Onde a injustiça, sejam rastros repisados Já apagados, pela rosa azul dos sonhos
Vamos dar as mãos, e abrir as portas do coração Pra um amanhã, claro e seguro Embora o ontem, tenha sido flores mortas Pois nunca é tarde pra quem quer plantar futuro

(...) E o mesmo povo hoje repete o grito
Alicerçado nas raízes culturais
A liberdade não tem tempo nem fronteiras
O homem livre não verga e não perde o entono
Vai repetindo a todos num velho grito
Passam os tempos mas a terra ainda tem dono
Do grito do índio, aos gritos atuais
Há cheiro de terra nos próprios ideais
De um povo sofrido, ereto em vontade
De escrever liberdade nos seus memoriais
Enquanto o [sulista] for visto no pampa
Enquanto essa raça teimar em viver
O grito dos livres ecoará nesses montes
Buscando horizontes libertos na paz
Escrito por lUA>lAn às 21h33
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Natureza
TÁCITO
Seguia o ano seu curso quando doze cidades célebres da Ásia Menor ficaram de todo arrasadas por um terremoto noturno, tanto mais letal, quanto mais chã a esperança. Nem mesmo de bom proveito serviu o refúgio dos campos, a que em tais casos se costuma recorrer: porque as bocarras da terra engoliam seus miseráveis habitantes. Narra-se que montanhas imensas se esparramaram em vastas planícies; que as planícies vastas se converteram em montanhas imensas; que altas labaredas de fogo sapecavam a periferia e o centro dos escombros entre o espesso betume e a lava e o súlfur que arde. Nem o de cem olhos, Argos nenhum, Discerniria crepúsculo, noite, aurora, manhã, tarde. (Waly Salomão)

Arenga da Agonia
Você não possui casa alguma de onde sair, você não pode voltar para casa nenhuma. o prólogo acabou e a mácula timbra a imagística : o beco sem saída não constitui mais mera figura de retórica. você é o beco sem saída completo: corpóreo, encorpado, e, incorporado.
você não acha mais bainha onde encaixar sua faca.
acabou-se o que era doce, o confete foi-se, está findo o efeito placebo. queimado o filme e desmoronada a encosta e esgotada a pilha da prosopopéia.
eia, pois, advogada nossa, quando esse atrapalho doloroso vai passar? no dia da eterna noite escura de são nunca. (Waly Salomão)
Escrito por lUA>lAn às 21h20
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Em breve...

Eu vejo a vida melhor no futuro Eu vejo isso por cima do muro de hipocrisia que insiste em nos rodear Eu vejo a vida mais farta e clara Repleta de toda a satisfação Que se tem direito Do firmamento ao chão Eu quero crer no amor numa boa E que isso valha prá qualquer pessoa Que realizar a força que tem uma paixão Eu vejo um novo começo de era De gente fina, elegante e sincera Com habilidade pra dizer mais sim do que não Hoje o tempo voa amor Escorre pelas mãos Mesmo sem se sentir E não há tempo que volte amor Vamos viver tudo o que há prá viver Vamos nos permitir (Lulu Santos)
Escrito por lUA>lAn às 17h39
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Aula de Vôo

O conhecimento
caminha lento feito lagarta.
Primeiro não sabe que sabe
e voraz contenta-se com cotidiano orvalho
deixando nas folhas vívidas das manhãs
Depois pensa que sabe
e se fecha em si mesmo:
faz muralhas,
cava trincheiras,
ergue barricadas.
Defendendo o que pensa saber levanta certeza na forma de muro
orgulha-se de seu casulo.
Até que maduro
explode em vôos
rindo do tempo que imaginava saber
ou guardava preso o que sabia.
Voa alto sua ousadia
reconhecendo o suor dos séculos
no orvalho de cada dia.
Mesmo o vôo mais belo
descobre um dia não ser eterno.
É tempo de acasalar
voltar à terra com seus ovos
à espera de novas e prosaicas lagartas.
O conhecimento é assim
ri de si mesmo
e de suas certezas.
É meta da forma
metamorfose
movimento
fluir do tempo
que tanto cria como arrasa
a nos mostrar que para o vôo
é preciso tanto o casulo
como a asa.
(Mauro Iasi)
Escrito por lUA>lAn às 14h08
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Blues da piedade
Agora eu vou cantar pros miseráveis Que vagam pelo mundo derrotados Pra essas sementes mal plantadas Que já nascem com cara de abortadas
Pras pessoas de alma bem pequena Remoendo pequenos problemas Querendo sempre aquilo que não têm
Pra quem vê a luz Mas não ilumina suas minicertezas Vive contando dinheiro E não muda quando é lua cheia Pra quem não sabe amar Fica esperando Alguém que caiba no seu sonho Como varizes que vão aumentando Como insetos em volta da lâmpada
Vamos pedir piedade Senhor, piedade Pra essa gente careta e covarde Vamos pedir piedade Senhor, piedade Lhes dê grandeza e um pouco de coragem
Quero cantar só para as pessoas fracas Que tão no mundo e perderam a viagem Quero cantar o blues Com o pastor e o bumbo na praça
Vamos pedir piedade Pois há um incêncio sob a chuva rala Somos iguais em desgraça Vamos cantar o blues da piedade
Vamos pedir piedade Senhor, piedade Pra essa gente careta e covarde Vamos pedir piedade Senhor, piedade Lhes dê grandeza e um pouco de coragem
(Frejat/Cazuza)
Escrito por lUA>lAn às 00h45
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Metal contra a nuvens

Não sou escravo de ninguém Ninguém, senhor do meu domínio Sei o que devo defender E, por valor eu tenho E temo o que agora se desfaz.
Viajamos sete léguas Por entre abismos e florestas Por Deus nunca me vi tão só É a própria fé o que destrói Estes são dias desleais.
Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão Eu sou metal, eu sou o ouro em seu brasão Eu sou metal, me sabe o sopro do dragão.
Reconheço meu pesar Quando tudo é traição, O que venho encontrar É a virtude em outras mãos.
Minha terra é a terra que é minha E sempre será Minha terra tem a lua, tem estrelas E sempre terá.
II
Quase acreditei na sua promessa E o que vejo é fome e destruição Perdi a minha sela e a minha espada Perdi o meu castelo e minha princesa.
Quase acreditei, quase acreditei
E, por honra, se existir verdade Existem os tolos e existe o ladrão E há quem se alimente do que é roubo Mas vou guardar o meu tesouro Caso você esteja mentindo.
Olha o sopro do dragão...
III
É a verdade o que assombra O descaso que condena, A estupidez, o que destrói
Eu vejo tudo que se foi E o que não existe mais Tenho os sentidos já dormentes, O corpo quer, a alma entende.
Esta é a terra-de-ninguém Sei que devo resistir Eu quero a espada em minhas mãos.
Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão Eu sou metal, eu sou o ouro em seu brasão Eu sou metal, me sabe o sopro do dragão.
Não me entrego sem lutar Tenho, ainda, coração Não aprendi a me render Que caia o inimigo então.
IV
- Tudo passa, tudo passará...
E nossa estória não estará pelo avesso Assim, sem final feliz. Teremos coisas bonitas pra contar.
E até lá, vamos viver Temos muito ainda por fazer Não olhe pra trás Apenas começamos. O mundo começa agora Apenas começamos.
(Dado Villa-Lobos/ Renato Russo/ Marcelo Bonfá)
Escrito por lUA>lAn às 19h36
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Humanos!!!



O mundo é pequeno pra caramba Tem alemão, italiano, italiana O mundo, filé à milaneza tem coreano, japones, japoneza
O mundo é uma salada russa tem nego da Persia, tem nego da Prussia O mundo é uma esfiha de carne tem nego do Zâmbia, tem nego do Zaire
O mundo é azul lá de cima O mundo é vermelho na China O mundo tá muito gripado Açucar é doce, o sal é salgado
O mundo - caquinho de vidro - tá cego do olho, tá surdo do ouvido O mundo tá muito doente O homem que mata, o homem que mente
Por que voce me trata mal se eu te trato bem? Por que você me faz o mal se eu só te faço bem?
Todos somos filhos de Deus Só não falamos a mesma língua.
(O mundo - André Abujanra)
Escrito por lUA>lAn às 04h59
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Ketevan

Para quem gosta de uma música calmante e boa essa cantora é uma sugestão que recomendo sempre. Katie Melua é uma cantora e musicista nascida na Geórgia, morou na Irlanda no Norte na sua pré-adolescência e se mudou para a Inglaterra onde vive. Suas tendências são o jazz e o blues. em 2003, então com 19 anos - lançou seu primeiro album Call Off the Search, que vendeu 1 milhão de cópias em 5 semanas. em 2006 lançou Piece by Piece que vendeu mais de 3 milhões de discos no mundo e em 2007 Katie’s third album.
sugestões de músicas dela pra ouvir:
Closest Thing To Crazy
Call Off The Search
Nine Million Bicycles
Just like Heaven
e a gostosa If You Were A Sailboat do lindo clipe abaixo.
Escrito por lUA>lAn às 20h55
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BRASIL, Sul, SUL DA ILHA DA MAGIA, GOSTO DE: cachorro, solidão, silêncio, lua, ler, pensar. SOU, Mulher
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