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Frases, poemas e afins
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beijo exagerado
Estava passeando Mascando chiclets Quando eu vi na minha frente Uma perna inesquecível Eu vi também uns olhos De raro esplendor Que diziam: Venha logo, E me beije, meu amor!
Yeah, yeah, yeah, yeah Que beijo muito louco Uh! Eu desbundei!
Sua boca de veludo Vermelha eu encontrei E então o seu perfume Nunca mais me deixou E desde aquele dia Eu ando sem parar Mascando meu chiclets Pra ela eu encontrar
Yeah, yeah, yeah, yeah Que beijo muito louco Uh! Eu desbundei!
Rita Lee
Escrito por lUA>lAn às 01h29
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No rain

Tudo que eu posso dizer é que Minha vida é bastante simples Eu gosto de ver as Poças aumentando com a chuva E tudo que posso fazer é apenas Pôr um pouco de chá para dois E expressar meu ponto de vista Mas isso não é sensato.. Não é sensato..
Eu apenas quero alguém que me diga Eu sempre estarei lá quando você acordar Você sabe, eu gostaria de não chorar hoje, Então fique comigo e Eu conseguirei isso..
Eu não entendo Porquê eu durmo o dia todo, E eu começo a reclamar que não tem chuva. E tudo que eu posso fazer é ler Um livro para ficar acordado, E isso arranca minha vida Mas é uma ótima fuga.. Fuga.. fuga.. fuga..
Tudo que posso dizer é que Minha vida é bastante simples. Você não gosta do meu ponto de vista Você acha que estou louco.. Isso não é sensato.. não é sensato..
Eu apenas quero alguém que me diga Eu sempre estarei lá quando você acordar Você sabe, eu gostaria de não chorar hoje, Então fique comigo e Eu conseguirei isso.. Eu conseguirei isso.. Eu conseguirei isso.. Não, não, não.. Você sabe eu realmente estou indo Realmente estou indo conseguir isso Eu conseguirei isso..
(Blind melon)
Escrito por lUA>lAn às 11h37
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Paradoxo

parabólica
engenheiros do hawaii
Composição: Humberto Gessinger
Ela pára E fica ali parada Olha-se para nada (paraná) Fica parecida (paraguaia) Pára-raios em dia de sol Para mim Prenda minha parabólica Princesinha parabólica O pecado mora ao lado E o paraíso... paira no ar
... pecados no paraíso ...
Se a tv estiver fora do ar Quando passarem Os melhores momentos da sua vida Pela janela alguém estará De olho em você Completamente paranóico Prenda minha parabólica Princesinha clarabólica Paralelas que se cruzam Em belém do pará Longe, longe, longe (aqui do lado) (paradoxo: nada nos separa)
Eu paro E fico aqui parado Olho-me para longe A distância não separabólica
Escrito por lUA>lAn às 23h57
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Haicais
Primeiro frio do ano fui feliz se não me engano (Paulo Leminski) No despenhadeiro a sombra da pedra cai primeiro (Carlos Seabra) Amores...beija-flor planador doce feitiço (Débora Novaes de castro) Olhe para o cuco / Que só canta, canta e voa — / Que vida ocupada! [hototogisunaki naki tobu zo isogawashi] (Bashô) Ah, lua de outono — / Andando em volta do lago / Passei toda a noite. [meigetsu yaike o megurite yo mo sugara] (Bashô) Acenda o fogo / Que lhe mostro algo legal - / Uma grande bola de neve. [kimi hi o takeyoki mono misen yuki maroge] (Bashô) No espelho enxergo, / Na primeira manhã de outono, / O rosto do pai. [kesa aki yamiiru kagami ni oya no kao] (Kijô] Aconchegantes, / Os raios do sol de inverno. / --Mas que frio! [atataka nifuyu no hinata no samusa kana] (Kiki) Gosto de ficar / Olhando as cores do céu – / Os dias se alongam. [sora no iromite iru ga suki hi ashi nobu] (Hisae Enoki) Uma folha morta. Um galho no céu grisalho. Fecho a minha porta.
Escrito por lUA>lAn às 14h28
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Desgarrados (de Joaçaba - só quem vive sabe)

Eles se encontram no cais do porto pelas calçadas Fazem biscates pelos mercados, pelas esquinas, Carregam lixo, vendem revistas, juntam baganas E são pingentes das avenidas da capital Eles se escondem pelos botecos entre cortiços E pra esquecerem contam bravatas, velhas histórias E então são tragos, muitos estragos, por toda a noite Olhos abertos, o longe é perto, o que vale é o sonho

1965
Cevavam mate,sorriso franco, palheiro aceso Viravam brasas, contavam causos, polindo esporas, Geada fria, café bem quente, muito alvoroço, Arreios firmes e nos pescoços lenços vermelhos

2006
Jogo do osso, cana de espera e o pão de forno O milho assado, a carne gorda, a cancha reta Faziam planos e nem sabiam que eram felizes Olhos abertos, o longe é perto, o que vale é o sonho

A benção "tio" Frei Bruno
Sopram ventos desgarrados, carregados de saudade Viram copos viram mundos, mas o que foi... nunca mais será
Eles se encontram no cais do porto pelas calçadas Viravam brasas, contavam causos, polindo esporas, Carregam lixo, vendem revistas, juntam baganas Arreios firmes e nos pescoços lenços vermelhos
Cevavam mate,sorriso franco, palheiro aceso Fazem biscates pelos mercados, pelas esquinas, Geada fria, café bem quente, muito alvoroço, E são pingentes das avenidas da capital
Jogo do osso, cana de espera e o pão de forno O milho assado, a carne gorda, a cancha reta Faziam planos e nem sabiam que eram felizes Olhos abertos, o longe é perto, o que vale é o sonho
Eles se escondem pelos botecos entre cortiços E pra esquecerem contam bravatas, velhas histórias E então são tragos, muitos estragos, por toda a noite Olhos abertos, o longe é perto, o que vale é o sonho
Sopram ventos desgarrados, carregados de saudade Viram copos viram mundos, mas o que foi... nunca mais será mas o que foi... nunca mais será... (Composição: Sérgio Napp e Mário Barbará)
Escrito por lUA>lAn às 23h35
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A alma e a matéria
Procuro nas coisas vagas Ciência! Eu movo dezenas de músculos Para sorrir...
Nos poros a contrair Nas pétalas do jasmim Com a brisa que vem roçar Da outra margem do mar...
Procuro na paisagem Cadência! Os átomos coreografam A grama do chão...
Na pele braile prá ler Na superfície de mim Milímetros de prazer Quilômetros de paixão...
Vem pr'esse mundo Deus quer nascer Há algo invisível e encantado Entre eu e você E a alma aproveita prá ser A matéria e viver...
Procuro nas coisas vagas Ciência! Eu movo dezenas de músculos Para sorrir...
Nos poros a contrair Nas pétalas do jasmim Com a brisa que vem roçar Da outra margem do mar...
Procuro na paisagem Cadência! Os átomos coreografam A grama do chão...
Na pele braile prá ler Na superfície de mim Milímetros de prazer Quilômetros de paixão...
Vem pr'esse mundo Deus quer nascer Há algo invisível e encantado Entre eu e você...
Vem pr'esse mundo Deus quer nascer Que a alma aproveita prá ser A matéria e viver Que a alma aproveita prá ser A matéria e viver Que a alma aproveita prá Viver! Que a alma aproveita prá ser A matéria e viver...
(Marisa Monte, Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown)
Escrito por lUA>lAn às 18h57
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Curtas
Uma vida não questionada não merece ser vivida (Platão)
Não há ninguém, mesmo sem cultura, que não se torne poeta quando o Amor toma conta dele (Platão)
Nunca existiu uma grande inteligência sem uma veia de loucura (Aristóteles)
A arte de viver é simplesmente a arte de conviver ... simplesmente, disse eu? Mas como é difícil! (Mário Quintana)
Quanto mais me despedaço, mais fico inteira e serena (Cecília Meireles)
...jardins no meio do mar, pianos brancos que tocam sozinhos, livros que se desarmam... (Cecília Meireles)
Entre muitas outras coisas, tu eras para mim uma janela através da qual podia ver as ruas. Sozinho não o podia fazer (Franz Kafka)
Estou aqui, mais do que isso não sei! (Franz Kafka).
Escrito por lUA>lAn às 14h48
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É isso...
Acho a maior graça. Tomate previne isso,cebola previne aquilo, chocolate faz bem, chocolate faz mal,
um cálice diário de vinho não tem problema, qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em abundância, mas não exagere...
Diante desta profusão de descobertas, acho mais seguro não mudar de hábitos.
Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal pra minha saúde.
Prazer faz muito bem. Dormir me deixa 0 km. Ler um bom livro faz-me sentir novo em folha. Viajar me deixa tenso antes de embarcar, mas depois rejuvenesço uns cinco anos. Viagens aéreas não me incham as pernas; incham-me o cérebro, volto cheio de idéias. Brigar me provoca arritmia cardíaca. Ver pessoas tendo acessos de estupidez me embrulha o estômago. Testemunhar gente jogando lata de cerveja pela janela do carro me faz perder toda a fé no ser humano. E telejornais... os médicos deveriam proibir - como doem! Caminhar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo, faz muito bem! Você exercita o autocontrole e ainda acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada. Acordar de manhã arrependido do que disse ou do que fez ontem à noite é prejudicial à saúde! E passar o resto do dia sem coragem para pedir desculpas, pior ainda! Não pedir perdão pelas nossas mancadas dá câncer, não há tomate ou mussarela que previna. Ir ao cinema, conseguir um lugar central nas fileiras do fundo, não ter ninguém atrapalhando sua visão,
nenhum celular tocando e o filme ser espetacular, uau! Cinema é melhor pra saúde do que pipoca! Conversa é melhor do que piada. Exercício é melhor do que cirurgia. Humor é melhor do que rancor. Amigos são melhores do que gente influente. Economia é melhor do que dívida. Pergunta é melhor do que dúvida. Sonhar é melhor do que nada!
(Luís Fernando Veríssimo)
Escrito por lUA>lAn às 13h37
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Intensidade
Costão do Pântano do Sul - Ilha da magia
...Pouco não me serve, médio não me satisfaz, Metades nunca foram meu forte! Meu tempo é escasso para debater rótulos Todos os grandes e pequenos momentos feitos com amor e com carinho, são para mim quase que recordações eternas, Sorrisos e abraços espontâneos, me emocionam.... Palavras até me conquistam temporariamente, mas atitudes me ganham para sempre....
Escrito por lUA>lAn às 12h12
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Dor

...
eu não sabia que doía tanto uma mesa num canto, uma casa e um jardim
se eu soubesse o quanto dói a vida essa dor tão doída, não doía assim
....
(Sérgio Bittencourt)
Escrito por lUA>lAn às 17h32
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Temporada das flores

Que saudade, agora me aguardem, Chegaram as tardes de sol a pino, Pelas ruas, flores e amigos, Me encontram vestindo meu melhor sorriso, Eu passei um tempo andando no escuro, Procurando não achar as respostas, Eu era a causa e a saída de tudo, E eu cavei como um túnel meu caminho de volta.
Me espera amor que estou chegando, Depois do inverno a vida em cores, Me espera amor nossa temporada das flores.
Eu te trago um milhão de presentes, Que eu achava que já tinha perdido, Mas estavam na mesma gaveta, Que o calor das pessoas e o amor pela vida...
Me espera estou chegando com fome, Preparando o campo e a alma pra as flores, E quando ouvir alguém falar no meu nome, Eu te juro que pode acreditar nos rumores.
Me espera amor que estou chegando, Depois do inverno a vida em cores, Me espera amor nossa temporada das flores.
(Leoni)
Escrito por lUA>lAn às 17h22
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Página de mim!!
Sem autorização prévia (to abusada também?) - Poesia linda!!

Barra da lagoa - Ilha da Magia (24.05.2008)
Não tenho senão a saliva à boca
Na língua, a palavra que fugiu soluço
Entrepostos, nos meios de mim, estão os armazenados sentidos
Como folhados, me dobram às postas, e me ungem
Para que não me trinque..
Soterro às custas de mim, todo aquele percurso
No qual passei sem deixar meus sapatos
Nem virei o rosto para ver as solas no chão
Contento-me com o desalinhar de cabelos que me presenteia o vento
Como quando choro, e reviro a alma do avesso
Para me sentir livre, do excesso de mim
Às vezes versejo, tornando meu fruto acessível à boca
E mordo palavras
Machuco o verso
Torço a rima
Me espremo numa fresta onde só passa o vento
Que não desalinha meu cabelo, mas me toca o riso
E quando transponho todos os meus medos
Frestas
Ventos
Caminhos....
Me dou conta do outro lado...
É que virei a página de mim!
FaFá (Belém - Pa - 30.05.2008)
Escrito por lUA>lAn às 16h33
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Minha casa é você
Se a minha casa é você
Se vou voltar pra você
Se ainda quero lhe ver
Aonde você está
Meu pensamento se você
Sempre voltando a você
Sempre recorro a você
Sempre que eu quero me achar
Onde você escondeu
Me diz aonde guardou
No fogo de prometeu
As rédeas do meu amor
Meu coração que … só seu
E uma brisa de verão
Perguntam em toda a canção que eu fiz
Aonde você está
Sylvia Patricia)
Escrito por lUA>lAn às 14h26
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ja me matei

Imagem: morrer (luA)
já me matei faz muito tempo me matei quando o tempo era escasso e o que havia entre o tempo e o espaço era o de sempre nunca mesmo o sempre passo
morrer faz bem à vista e ao baço melhora o ritmo do pulso e clareia a alma
morrer de vez em quando é a única coisa que me acalma.
(Paulo Leminski )
Escrito por lUA>lAn às 00h46
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O azul é seu!!! Simples assim....
E era aquela face, desenhada no espelho, que me dava sempre a sensação do desconhecido.
Perpétuos olhares, parecem já vistos...
E era um lado, era outro, num lançar de cabeça, ângulo perfeito beirando elegância, transporte..
Fui, adentrei, sucumbí... ainda desconhecia, mas via
Encontrei pernas inquietas, mãos nervosas, colo arfante, de gente que se sabe observada, e era,
num mexer doloroso de cabelos quase ausentes, eu em pé, transparente a teu olho,
que sabia de minha presença, num desejo quase incontrolável e mágico, para que me sentisses.
Ví ali, um jeito de mim, gestos fortes, de indecisão sábia, querendo desvendar caminhos...
inatingíveis a olho nu, apalpando o irreal numa busca concisa, objetiva do ser,
e da consciência da dor, que transparecia em teus olhos, sentida por minh’alma, ali,
à espera do reconhecimento.
Rasgou-se o véu...e houve a entrega!
Num instante de tempo secular, tinhas voz, a penetrar e embebedar os diversos de mim..
Na madrugada tinhas palavras, a cravarem na pele tatuada de som.
No dormir tinhas luar no rosto, e meus olhos percebidos luz
Tinhas peso, forma, contornos selvagens, desenhando meu paradoxo de terno e profano
E a boca demorada de beijo, estremecida ao pouso
Rufamos asas, fizemos infinito,
Estrelamos, sóis e nuvens em busca de nós
Em qualquer tempo que nos chamasse
Em qualquer caminho que nos encontrasse
Em qualquer fresta que varasse um pouco de nós
Só para estarmos e sermos...azuis!
FaFá - (Belém - PA. 2008)
Escrito por lUA>lAn às 14h23
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