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A medida de nós

Que medidas teremos nós?

nos amamos a contar garrafas náufragas,

que de milhões existirem quiçá, uma encontrada,

e de amor perdida?

 

Ou quem sabe como a fome dos filhotes ao ninho,

que se abrem para receber o alimento, as bocas, as asas,

e esperam o último aconchego do último raio de sol?

ou quem sabe, a medida dos ansiosos ao cais, na espera de um aceno, que chegue ou que parta,

mas que lhes dê a emoção do instante?

 

Saberemos nós se nossa medida não se compara,

às pernas da atleta, que se desmancha em contorções e espasmos,

reluta em desistir,

e tira seu último fôlego, último lático para que viva um instante de superação, que lembrado será pelo resto de sua vida, como seu ato mais audaz?

 

Ou seremos peixes, que nadam à procura de alimento nos rios diversos de nós,

a encarar correntezas para que  procriem,

e possuam tantas belezas e faces,

que nem se sabe ao certo que matizes imensuráveis os colore?

 

Ah, quem sabe seremos raízes, que se transformam ao serem colhidas,

e se submetem a processos dolorosos, apenas para que o homem a chame de "comer", e nem dê bola                                 

para o tempo em que ficou a crescer abundantemente ,

para depois ser arrancada, descascada, moída e transformada em pó, por amor?

 

Ah, talvez quem sabe nossa medida, é a certeza dos enamorados,

quando chegam os bilhetes às escondidas, num possível encontro,

onde às escondidas, juram que se amam, 

e lutam até que o sol possa acolhê-los e lhe dar boas vindas....?

 

Até podemos ter a medida dos pés descalços

que se agregam em romaria aos pés dos santos,

em peregrinação, a quem espera o milagre,

o de receber amor em devoção?

 

Teremos nós, a medida de quem costura,

milimétrica, certa,

justa ao corpo,

a roupa que veste os insanos e os reis?

 

Ou quem sabe poetas, a medida do verso, da língua, torpe,

escrachada, bela, lúdica e metafórica,

mas que exprima todo sabor de se escrever, os mais deleitosos versos de amor,

ou a mais fétida realidade?

 

Poderemos também ser a medida de nós, presentes, ausentes,

extrapolando conceitos, desvirtuando o destino,

acariciando os sonhos do começo, sem quebras, sem dobras,

amassados caminhos, apenas a alegria do amor em nós?

 

Acho que te amo, na medida do meu abraço

acho que me amas, na medida do teu sonho

te amo sem medir todas as medidas

me amas me medindo aos olhos, somente

 

Nos amamos aos risos que nos felicitam

prenúncio de amor

de um amor que ao medir com o mundo parece imenso...

surge, enrosca, despe, passeia, tritura, forja, embala, come,

alimenta, escreve, viaja, chega, sai, insano, real,

 

Mas acima de tudo

nos amamos medidas em nós,

da ponta dos sonhos,

até a boca q se abre em beijos!!

 

FaFá (Belém – PA – 12/05/2008 – 21:56)

 



Categoria: pessoal
Escrito por lUA>lAn às 17h26
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Desgarrados (de Joaçaba - só quem vive sabe)

 

Eles se encontram no cais do porto pelas calçadas
Fazem biscates pelos mercados, pelas esquinas,
Carregam lixo, vendem revistas, juntam baganas
E são pingentes das avenidas da capital
Eles se escondem pelos botecos entre cortiços
E pra esquecerem contam bravatas, velhas histórias
E então são tragos, muitos estragos, por toda a noite
Olhos abertos, o longe é perto, o que vale é o sonho

1965

Cevavam mate,sorriso franco, palheiro aceso
Viravam brasas, contavam causos, polindo esporas,
Geada fria, café bem quente, muito alvoroço,
Arreios firmes e nos pescoços lenços vermelhos

2006

Jogo do osso, cana de espera e o pão de forno
O milho assado, a carne gorda, a cancha reta
Faziam planos e nem sabiam que eram felizes
Olhos abertos, o longe é perto, o que vale é o sonho

A benção "tio" Frei Bruno

Sopram ventos desgarrados, carregados de saudade
Viram copos viram mundos, mas o que foi... nunca mais será

Eles se encontram no cais do porto pelas calçadas                                                                                                                                                           Viravam brasas, contavam causos, polindo esporas,                                                                                                                                               Carregam lixo, vendem revistas, juntam baganas                                                                                                                                                      Arreios firmes e nos pescoços lenços vermelhos

Cevavam mate,sorriso franco, palheiro aceso                                                                                                                                                            Fazem biscates pelos mercados, pelas esquinas,
Geada fria, café bem quente, muito alvoroço,
E são pingentes das avenidas da capital

Jogo do osso, cana de espera e o pão de forno
O milho assado, a carne gorda, a cancha reta
Faziam planos e nem sabiam que eram felizes
Olhos abertos, o longe é perto, o que vale é o sonho

Eles se escondem pelos botecos entre cortiços
E pra esquecerem contam bravatas, velhas histórias
E então são tragos, muitos estragos, por toda a noite
Olhos abertos, o longe é perto, o que vale é o sonho

Sopram ventos desgarrados, carregados de saudade
Viram copos viram mundos, mas o que foi... nunca mais será
mas o que foi... nunca mais será...
(Composição: Sérgio Napp e Mário Barbará)

 

 



Categoria: Frases, poemas e afins
Escrito por lUA>lAn às 23h35
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Blackmore's Night - Under a Violet Moon



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Escrito por lUA>lAn às 13h33
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Blackmore`s Night - Diamods and rust



Categoria: videos
Escrito por lUA>lAn às 13h02
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Blackmore's Nigth

Esta excelente banda de folk rock e new age segue um estilo renascentista influenciada pela música céltica.

A banda tem a seguinte formação:

- Ritchie Blackmore - ex -Deep Purple, Rainbow que toca guitarra, violão e mandolim, hurdy gurdy (um instrumento medieval) percurssão renascentista e tambourim

- Candice Night, nos vocais, shaws, rauchpfife, pennywhistle e chanters.

- Lady Nancy e Lady Madeline - ex-Sisters of the Moon no backing vocals

- Bard David of Larchmont - piano, orgão, harpsichord, acordeão e pipe organn

- Squire Malcolm como percussionista 

Sir Robert of Normandy, um multi-instrumentista atuando especialmente como baixista.

Formada por Ritchie e Candice em 1997 já tem boa repercussão com o primeiro album Shadow Of The Moon. Em 1999 lançam Under a Violet Moon; em 2000 Fires at midnight; em 2003 Past Times With Good Company, um ábum duplo com músicas dos shows da Fires at Midnight tour, gravados em Groningen, Holanda e Nova Iorque. Também em 2003 é lançado seu quarto álbum, Ghost Of A Rose, no qual Candice Night se apresenta com um amadurecimento maior em composições e voz. Já em 2004 foi laçada uma coletânea com músicas românticas no album Beyond The Sunset - The Romantic Collection. Este álbum recebeu o prêmio de Melhor New Age Vocal do Ano. Em 2005 lançam o primeiro DVD, Castles & Dreams. Em 2006 lançam o Village Lanterne.

Fonte: http://whiplash.net/materias/biografias/039173-blackmoresnight.html 



Categoria: videos
Escrito por lUA>lAn às 12h51
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