Passamos a vida tentando compreender a nós próprios e quase nunca chegamos a um "denominador comum" mas algumas coisas sabemos, algo eu sei, parte do que sou e sou e ponto. como diz a música eu sou assim e nem por isso melhor ou pior, apenas eu, autêntica, ainda que não me saiba completamente, graças a Deus.
I Am What I Am
Gloria Gaynor
Eu sou o quê sou Eu sou o quê sou Eu sou minha própria criação exclusiva Então, venha dar uma olhada Me dê a forca ou a ovação É o meu mundo Daquilo eu quero ter um pouco de orgulho Meu mundo, e não um lugar que eu tenho que me esconder dentro A vida não vale nada até que eu possa dizer "Eu sou o quê sou"
Eu sou o quê sou Não quero exaltação Não quero piedade Eu bato o meu próprio tambor alguns chamam de barulho eu acho que isso é lindo E daí se eu adoro cada bijouteria e cada pulseira porquê não ver as coisas de um ângulo diferente? A sua vida é uma vergonha até que você consiga gritar alto "Eu sou o quê sou!"
Eu sou o quê sou E o que eu sou não precisa de desculpas Eu negocio meu próprio deck às vezes os ases, às vezes os dois é uma uma vida e não há devolução nem depósito Uma vida, portanto é hora de abrir o seu armário
A vida não vale nada até que você consiga gritar alto "Eu sou o quê sou!"
Eu sou o quê sou
Eu sou o quê sou E o que eu sou não precisa de desculpas Eu negocio meu próprio deck às vezes os ases, às vezes os dois é uma uma vida e não há devolução nem depósito Uma vida, portanto é hora de abrir o seu armário
A vida não vale nada até que você consiga gritar alto "Eu sou o quê sou!"
Eu sou... Eu sou... Eu sou... boa Eu sou... Eu sou... Eu sou... forte Eu sou... Eu sou... Eu sou... útil Eu sou... Eu sou... Eu pertenço
Eu sou... Eu sou... Eu sou... Útil Eu sou... Eu sou... Eu sou... verdadeira Eu sou... Eu sou... Eu sou... alguém Eu sou tão boa quanto você
O universo é realmente caprichoso. Existem situações em nossa vida que ocorrem e não sabemos exatamente porquê especialmente quando certas pessoas se apresentam. Mas basta algum tempo e reflexão para chegarmos a alguma (s) conclusão (ões) Isso ocorreu comigo, e agora passado ainda tão pouco tempo já tenho certeza que você apareceu em minha vida não somente pra me trazer momentos lindos e felizes, mas para ajudar na nova direção dos meus pensamentos: hoje estou mais firme, mais segura, mais certa do que NÃO quero mais pra mim e isso, no me caso, é quase uma salvação. Agradeço a Deus e ao universo por terem te colocado na minha vida.
Haverá na face de todos um profundo assombro na face de alguns risos sutis cheios de reserva Muitos se reunirão em lugares desertos E falarão em voz baixa em novos possíveis milagres Como se o milagre tivesse realmente se realizado Muitos sentirão alegria Porque deles é o primeiro milagre E darão o óbolo do fariseu com ares humildes Muitos não compreenderão Porque suas inteligências vão somente até os processos E já existem nos processos tantas dificuldades... Alguns verão e julgarão com a alma Outros verão e julgarão com a alma que eles não têm Ouvirão apenas dizer... Será belo e será ridículo Haverá quem mude como os ventos E haverá quem permaneça na pureza dos rochedos No meio de todos eu ouvirei calado e atento, comovido e risonho Escutando verdades e mentiras Mas não dizendo nada Só a alegria de alguns compreenderem bastará Porque tudo aconteceu para que eles compreendessem Que as águas mais turvas contêm ás vezes as pérolas mais belas
Resta, acima de tudo, essa capacidade de ternura Essa intimidade perfeita com o silêncio Resta essa voz íntima pedindo perdão por tudo - Perdoai! eles não têm culpa de ter nascido...
Resta esse antigo respeito pela noite, esse falar baixo Essa mão que tateia antes de ter, esse medo De ferir tocando, essa forte mão de homem Cheia de mansidão para com tudo que existe.
Resta essa imobilidade, essa economia de gestos Essa inércia cada vez maior diante do Infinito Essa gagueira infantil de quem quer balbuciar o inexprimível Essa irredutível recusa à poesia não vivida.
Resta essa comunhão com os sons, esse sentimento Da matéria em repouso, essa angústia da simultaneidade Do tempo, essa lenta decomposição poética Em busca de uma só vida, uma só morte, um só Vinicius.
Resta esse coração queimando como um círio Numa catedral em ruínas, essa tristeza Diante do cotidiano; ou essa súbita alegria Ao ouvir na madrugada passos que se perdem sem memória.
Resta essa vontade de chorar diante da beleza Essa cólera cega em face da injustiça e do mal-entendido Essa imensa piedade de si mesmo, essa imensa Piedade de sua inútil poesia e de sua força inútil.
Resta esse sentimento da infância subitamente desentranhado De pequenos absurdos, essa tola capacidade De rir à toa, esse ridículo desejo de ser útil E essa coragem de comprometer-se sem necessidade.
Resta essa distração, essa disponibilidade, essa vagueza De quem sabe que tudo já foi como será e virá a ser E ao mesmo tempo esse desejo de servir, essa Contemporaneidade com o amanhã dos que não têm ontem nem hoje.
Resta essa faculdade incoercível de sonhar De transfigurar a realidade, dentro dessa incapacidade De aceitá-la tal como é, e essa visão Ampla dos acontecimentos, e essa impressionante.
E desnecessária presciência, e essa memória anterior De mundos inexistentes, e esse heroísmo Estático, e essa pequenina luz indecifrável A que às vezes os poetas dão o nome de esperança.
Resta essa obstinação em não fugir do labirinto Na busca desesperada de uma porta quem sabe inexistente E essa coragem indizível diante do grande medo E ao mesmo tempo esse terrível medo de renascer dentro da treva.
Resta esse desejo de sentir-se igual a todos De refletir-se em olhares sem curiosidade e sem história Resta essa pobreza intrínseca, esse orgulho, essa vaidade De não querer ser príncipe senão do seu reino.
Resta essa fidelidade à mulher e ao seu tormento Esse abandono sem remissão à sua voragem insaciável Resta esse eterno morrer na cruz de seus braços E esse eterno ressuscitar para ser recrucificado.
Resta esse diálogo cotidiano com a morte, esse fascínio Pelo momento a vir, quando, emocionada Ela virá me abrir a porta como uma velha amante Sem saber que é a minha mais nova namorada.
A poesia abaixo foi extraída do livro "Jardim Noturno - Poemas Inéditos", Companhia das Letras - São Paulo, 1993, pág. 17.
Entretanto, existe uma versão considerada a primeira, segundo, Cláudia Cordeiro, professora de Literatura Brasileira no Recife (PE), há uma outra versão dessa poesia. Foi feita uma pesquisa e localizada, declamada pelo autor, no disco "Vinicius de Moraes - Antologia Poética". Consta no disco que foi publicada no jornal "O Pasquim", não sendo citado o número do exemplar nem a data.
A versão que vem a seguir, portanto, é considerada a primeira, a original.
Resta td isso em mim.. talvez, em nós...pra vc mocinha....
O Haver
Vinicius de Moraes
Resta, acima de tudo, essa capacidade de ternura Essa intimidade perfeita com o silêncio Resta essa voz íntima pedindo perdão por tudo - Perdoai-os! porque eles não têm culpa de ter nascido...
Resta esse antigo respeito pela noite, esse falar baixo Essa mão que tateia antes de ter, esse medo De ferir tocando, essa forte mão de homem Cheia de mansidão para com tudo quanto existe.
Resta essa imobilidade, essa economia de gestos Essa inércia cada vez maior diante do Infinito Essa gagueira infantil de quem quer exprimir o inexprimível Essa irredutível recusa à poesia não vivida.
Resta essa comunhão com os sons, esse sentimento Da matéria em repouso, essa angústia da simultaneidade Do tempo, essa lenta decomposição poética Em busca de uma só vida, uma só morte, um só Vinicius.
Resta esse coração queimando como um círio Numa catedral em ruínas, essa tristeza Diante do cotidiano; ou essa súbita alegria Ao ouvir passos na noite que se perdem sem história.
Resta essa vontade de chorar diante da beleza Essa cólera em face da injustiça e o mal-entendido Essa imensa piedade de si mesmo, essa imensa Piedade de si mesmo e de sua força inútil.
Resta esse sentimento de infância subitamente desentranhado De pequenos absurdos, essa capacidade De rir à toa, esse ridículo desejo de ser útil E essa coragem para comprometer-se sem necessidade.
Resta essa distração, essa disponibilidade, essa vagueza De quem sabe que tudo já foi como será no vir-a-ser E ao mesmo tempo essa vontade de servir, essa Contemporaneidade com o amanhã dos que não tiveram ontem nem hoje.
Resta essa faculdade incoercível de sonhar De transfigurar a realidade, dentro dessa incapacidade De aceitá-la tal como é, e essa visão Ampla dos acontecimentos, e essa impressionante
E desnecessária presciência, e essa memória anterior De mundos inexistentes, e esse heroísmo Estático, e essa pequenina luz indecifrável A que às vezes os poetas dão o nome de esperança.
Resta esse desejo de sentir-se igual a todos De refletir-se em olhares sem curiosidade e sem memória Resta essa pobreza intrínseca, essa vaidade De não querer ser príncipe senão do seu reino.
Resta esse diálogo cotidiano com a morte, essa curiosidade Pelo momento a vir, quando, apressada Ela virá me entreabrir a porta como uma velha amante Mas recuará em véus ao ver-me junto à bem-amada...
Resta esse constante esforço para caminhar dentro do labirinto Esse eterno levantar-se depois de cada queda Essa busca de equilíbrio no fio da navalha Essa terrível coragem diante do grande medo, e esse medo Infantil de ter pequenas coragens.
Eu sou louca por vc Elis, pq vc me faz chorar, me faz amar, me faz quebrar meu próprio gelo e incendiar.Você canta com dor, com emoção, com uma força estranhamente alucinógena e boa!!
Eu quero uma casa no campo Onde eu possa compor muitos rocks rurais E tenha somente a certeza Dos amigos do peito e nada mais Eu quero uma casa no campo Onde eu possa ficar no tamanho da paz E tenha somente a certeza Dos limites do corpo e nada mais Eu quero carneiros e cabras pastando solenes No meu jardim Eu quero o silêncio das línguas cansadas Eu quero a esperança de óculos Meu filho de cuca legal Eu quero plantar e colher com a mão A pimenta e o sal Eu quero uma casa no campo Do tamanho ideal, pau-a-pique e sapé Onde eu possa plantar meus amigos Meus discos e livros E nada mais
... " - Porque considero que influir sobre uma pessoa é transmitir-lhe um pouco de sua própria alma; esta pessoa deixa de pensar por si mesma, deixa de sentir as suas paixões naturais. Suas virtude não são mais suas. Seus pecados, se houver qualquer coisa semelhante a pecados, serão emprestados. Ela tornar-se-á eco de uma música estranha, autora de uma peça que não se compôs para ela. O fim da vida é o desenvolvimento da personalidade. Realizar a sua própria natureza- eis o que todos procuramos fazer. Os homens hoje, amedrontam-se deles mesmos. Esqueceram-se dos maiores de todos os deveres, do dever que cada um deve a si próprio. Naturalmente são caridosos. Nutrem o pobre e vestem os andrajosos, mas deixam as suas almas famintas e andam nus. A coragem nos abandonou; é possível que nunca a possuíssemos! O terror da sociedade, que é a base de toda moral, o terror de Deus, que é o segredo da religião- eis as duas coisas que nos governam."
Eu acredito na simbiose dos seres vivos de qualquer espécie e entre os humanos, ela ocorre nas relações, amorosas, amigáveis, sexuais. O ser humano é a própria simbiose, e se faz para existir e por isso co-existe.
A graça da vida está na possibilidade de co-habitar, co-relacionar, co-construir, separar, misturar, transformar. Cada qual a sua maneira, sempre buscando essa simbiose oculta ou freneticamente concreta que forma a sociedade, o social e até o solitário em si mesmo e que por si mesmo provoca sua própria simbiose. Porque o universo e toda a sua energia assim propiciam.
Somos um pouco dos nossos, pais, do nosso passado, da nossa história, da energia do universo e daquilo que a nós agregamos em nossa passagem no mundo. Somos SIMBIOSE. A mãe e o filho vivem um processo de simbiose, os egos também. Ela pode anular ou evocar (no seu sentido literal mesmo) o outro ou a si mesmo.
A SIMBIOSE, aqui, significa apenas, ser o que sou e não ser, poder e não poder, transformar ou mudar, re-significar, pegar um pouquinho de ti e deixar um pouco de mim.
E, finalmente significa o que vc quiser, no seu entendimento, na sua concepção. No seu estado atual. Até que novamente ocorra a Simbiose e vc mude.
O TERMO TEM MUITA CONOTAÇÕES E É UTILIZADO PARA CONCEBER VÁRIAS FORMAS DE CO-RELAÇÕES, ENTRE ELAS A ESPIRITUAL E BIOLÓGICA.
Justo, assim, registrar que a simbiose espiritual permanece entre os homens, desde as eras mais remotas, em multifários processos de mediunismo consciente ou inconsciente, através dos quais os chamados _mortos_, traumatizados ou ignorantes, fracos ou indecisos, se aglutinam, em grande parte, ao _habitat_ dos chamados _vivos_, partilhando-Ihes a existência, a absorver-lhes parcialmente a vitalidade, até que os próprios Espíritos encarnados, com a força do seu próprio trabalho, no estudo edificante e nas virtudes vividas, lhes ofereçam material para mais amplas meditações, pelas quais se habilitem à necessária transformação com que se adaptem a novos caminhos e aceitem encargos novos, à frente da evolução deles mesmos, no rumo de esferas mais elevadas. Pedro Leopoldo, 16/3/58
Simbiose é uma relação mutuamente vantajosa entre dois ou mais organismos vivos de espécies diferentes. Na relação simbiótica, os organismos agem ativamente (elemento que distingue "simbiose" de "comensalismo") em conjunto para proveito mútuo, o que pode acarretar em especializações funcionais de cada espécie envolvida. A Simbiose também é chamada de protocooperação[carece de fontes?].
Há alguma indefinição nos conceitos associados a este termo. Assim, dever-se-á ter presente que a simbiose implica uma inter-relação de tal forma íntima entre os organismos envolvidos que se torna obrigatória. Quando não existe obrigatoriedade na relação, dever-se-á utilizar antes o termo/conceito protocooperação.
Alguns casos clássicos que ajudam a compreender o conceito de simbiose:
Certos Cnidários alojam algas em seus tentáculos. Estes animais procuram nadar próximos à superfície da água para que as algas possam usar a luz para efetuar a fotossíntese. Ao realizarem o processo, as algas produzem certos compostos orgânicos essenciais ao organismo hospedeiro.
Orquídeas e muitas outras espécies de hábito epifítico habitam locais ricos em matéria orgânica, mas pobres em sais minerais. No entanto, suas raízes (freqüentemente apresentando um tecido esponjoso, o velame) abrigam fungos do tipo Micorriza, que atacam a matéria orgânica do substrato e a decompõe na forma de sais minerais, que podem assim ser assimilados pelos vegetais. Em contrapartida, as plantas realizam a fotossíntese e sintetizam moléculas orgânicas, como carboidratos e aminoácidos, essenciais à sobrevivência dos fungos.
As mitocôndrias vivem no interior das células eucarióticas, produzindo energia em forma de ATP, numa estreita relação simbiótica. Essa relacão é tão forte que a célula e a mitocôndria não conseguem viver separados. Acredita-se que as mitocôndrias eram organismos que viviam isolados no exterior das células, e que foram incorporadas por algumas células, criando uma forte relação entre os dois organismos: a célula fornece alimento e um ambiente seguro para o desenvolvimento e reprodução da mitocôndria, e esta se responsabiliza pelo fornecimento de energia da célula. Uma prova disso seria o fato de a mitocôndria ter material genético próprio (o DNA mitocondrial).
Passagem das Horas: Não sei sentir, não sei ser humano, não sei conviver de dentro da alma triste, com os homens, meus irmãos na terra. Não sei ser útil, mesmo sentindo ser prático, cotidiano, nítido. Vi todas as coisas e maravilhei-me de tudo. Mas tudo ou sobrou ou foi pouco, não sei qual, e eu sofri. Eu vivi todas as emoções, todos os pensamentos, todos os gestos. E fiquei triste como se tivesse querido vivê-los e não conseguisse. Amei e odiei como toda gente. Mas para toda gente isso foi normal e institivo. Para mim sempre foi a exceção, o choque, a válvula, o espasmo. Não sei se a vida é pouca ou demais para mim. Não sei se sinto demais ou de menos. Seja como for a vida, de tão interessante que é a todos os momentos, a vida chega a doer, a enjoar, a cortar, a roçar, a ranger, a dar vontade de dar pulos, de ficar no chão, de sair para fora de todas as casas, de todas as lógicas, de todas as sacadas e ir ser selvagens entre árvores e esquecimentos. (Álvaro de Campos)
Dormi contigo a noite inteira junto do mar, na ilha. Selvagem e doce eras entre o prazer e o sono, entre o fogo e a água. Talvez bem tarde nossos sonos se uniram na altura e no fundo, em cima como ramos que um mesmo vento move, embaixo como raízes vermelhas que se tocam. Talvez teu sono se separou do meu e pelo mar escuro me procurava como antes, quando nem existias, quando sem te enxergar naveguei a teu lado e teus olhos buscavam o que agora - pão, vinho, amor e cólera - te dou, cheias as mãos, porque tu és a taça que só esperava os dons da minha vida. Dormi junto contigo a noite inteira, enquanto a escura terra gira com vivos e com mortos, de repente desperto e no meio da sombra meu braço rodeava tua cintura. Nem a noite nem o sonho puderam separar-nos. Dormi contigo, amor, despertei, e tua boca saída de teu sono me deu o sabor da terra, de água-marinha, de algas, de tua íntima vida, e recebi teu beijo molhado pela aurora como se me chegasse do mar que nos rodeia.
Amar:
Fechei os olhos para não te ver
e a minha boca para não dizer...
E dos meus olhos fechados desceram lágrimas que não enxuguei,
e da minha boca fechada nasceram sussurros
e palavras mudas que te dediquei...
O amor é quando a gente mora um no outro.